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Estudo da Orizon mostra que gastos com remédios podem saltar 481%


Para médicos especialistas, o controle do peso, atividades físicas e uma dieta saudável podem significar mais anos de vida e menos gastos. A adesão ao tratamento, para quem tem a doença, também é determinante. 

Um estudo feito pela Orizon, empresa líder na integração de prestadores de serviços com operadoras de saúde, com um grupo grande de pacientes crônicos traz, pela primeira vez, um argumento econômico no controle das doenças crônicas, como a hipertensão, diabetes e dislipidemia (colesterol elevado). A Orizon analisou, ao longo do ano passado de janeiro a dezembro, um recorte de 28 mil pessoas do banco de dados da empresa que contempla 17 milhões de beneficiários.

O paciente com hipertensão gasta em média, mensalmente, R$ 502,12 para tratar a doença. Já o paciente com colesterol elevado tem gastos de R$ 531,75 e para o diabetes são desembolsados R$ 1.293,68. O controle inadequado de uma dessas três doenças pode levar o paciente a ter a outra e elevar consideravelmente os riscos de eventos cardiovasculares, como infarto e derrame.

O estudo mostrou que as despesas com mais de uma dessas doenças também pode subir consideravelmente, 481%, e chegar até os R$ 2.417,43, para quem passa a ter que controlar, por exemplo, além da hipertensão, o diabetes e o colesterol elevado.

No Brasil, segundo dados da última Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE, o excesso de peso afeta 50,1% dos homens e 48% das mulheres e a obesidade atinge 12,5% dos homens e 16,9% das mulheres adultas do país. A obesidade e o excesso de peso são fatores determinantes para despertar uma predisposição à hipertensão, diabetes ou dislipidemia. Para cardiologistas, o controle do peso, hábitos saudáveis de vida e a visita regular ao médico podem evitar ou retardar as três doenças.

Entre os 28 mil pacientes estudados ao longo do ano, 21.659 controlavam a pressão alta com a ingestão de medicamentos diários entregues domiciliarmente ou adquiridos em farmácias pelo programa de benefícios da Orizon. 19.219 tomavam medicamentos para o colesterol e 8.223 para o diabetes. Muitos desses pacientes apresentam duas e até as três doenças concomitantemente. O maior grupo (8.043) tem hipertensão e dislipidemia, somente hipertensão são 7.019 pacientes, somente dislipidemia 5.082 e 4.266 apresentam as três doenças.

Para o Gerente Executivo da Orizon, Allan Rhinow Assumpção, o estudo é a constatação da importância da prevenção, seja em qualquer nível. "Quando implantamos em uma empresa o PBM, que é a sigla do Programa de Benefícios de Medicamentos da Orizon, logo constatamos uma maior adesão e persistência ao tratamento o que gera uma maior qualidade de vida aos usuários e melhor distribuição de recursos", conclui.

               

Sobre o Serviço de Inteligência ORIZON

 

O Serviço de Inteligência em Saúde da ORIZON trabalha, há dois anos, desenvolvendo estudos para todas as áreas de saúde, desde consumo de medicamentos até de OPME - órteses, próteses e medicamento especiais, voltados para a indústria farmacêutica, de produtos médicos e hospitais.

Outros estudos desenvolvidos pela ORIZON tratam, por exemplo, da análise do custo-benefício que avalia o custo do tratamento e seus eventos, (expressos em valores monetários); da análise de impacto econômico: estudo que consiste na substituição do fármaco ou grupo terapêutico; da avaliação de equivalência clinica: fármacos equivalentes, porém de menor custo; do estudo de custo-efetividade (através de árvore de decisão, mensurar o custo final do tratamento levando em consideração a probabilidade de cura); e da minimização de custo, que mensura o custo do tratamento.

A ORIZON também dimensiona o mercado de saúde suplementar e auxilio no Projeto & Desenvolvimento e Inovação, com definição de público alvo, através da identificação incidência da doença.